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DICAS ÚTEIS

Fôrmas Metálicas

Fôrmas Metálicas, dicas de segurança

Produtividade e grande número de reutilizações são algumas das vantagens das fôrmas metálicas. Confira as dicas para contratação e utilização

Prazos curtos e alta repetitividade de elementos são algumas das condicionantes que justificam o uso das fôrmas e cimbramentos metálicos em obras prediais. A julgar pelas características próprias da solução - painéis com medidas padronizadas, de fácil montagem e com alto índice de reutilização -, o crescimento do mercado de habitações econômicas pode ser um importante filão para esse produto.

Pelo menos é essa a expectativa do setor, sobretudo para o mercado de fôrmas de alumínio para moldar paredes de concreto. Embora a especificação desses equipamentos não seja limitada a empreendimentos destinados à baixa renda, sua rapidez de execução e produtividade dão pistas do seu potencial frente aos sistemas já consagrados nessa faixa de renda, como a alvenaria estrutural, por exemplo.

Seja para moldar paredes de concreto ou outros elementos estruturais, vale ressaltar que o uso das fôrmas metálicas, de um modo geral, deve ser previsto no projeto executivo. Do contrário, a alta produtividade de montagem pode ser seriamente comprometida em função da necessidade de arremates desnecessários.
De acordo com Jefferson Dias de Souza, diretor da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), as fôrmas metálicas são menos flexíveis que as de madeira, permitindo poucos ajustes na obra. "Por essa característica, exigem um estudo mais detalhado do projeto", explica. No caso do uso para execução de paredes de concreto, é importante que a arquitetura preveja vãos padronizados, garantindo assim uma alta velocidade de execução.

Outra etapa que exige atenção é a escolha do fornecedor. Antes de fechar com a locadora, a primeira recomendação é que o construtor tenha uma visão sistêmica da contratação que será feita. A hipótese de escolher pelo menor custo deve ser ponderada, sob pena de comprometer o desempenho estrutural da edificação. Como destacam os especialistas, mais de 50% dos colapsos estruturais que ocorrem durante o processo construtivo são consequências de erros na montagem e execução das fôrmas. Portanto, é imprescindível que a escolha da locadora leve em conta a disponibilidade de equipamentos e de profissionais habilitados para orientar e treinar a mão de obra no canteiro.

Contratos transparentes

Uma vez que as fôrmas são alugadas, salvo exceções, e podem não chegar ao canteiro em perfeito estado, é imprescindível incluir cláusulas de indenização total e parcial no contrato, além de verificar e anotar no canhoto de recebimento qual a condição das peças recebidas. A depender da aplicação, o cliente tem o direito de exigir fôrmas em melhores condições. "Para peças aparentes e fundos de laje, dou preferência para materiais novos ou com pouco uso", conta o engenheiro Ruy Guimarães, gerente da Racional Engenharia, explicando que isso evita retrabalhos, retoques e preocupação quando da devolução. Essa preocupação é menor quando se trata de peças revestidas ou ocultas, como caixas d'água, por exemplo. Nesses casos, a aceitação de uma peça bastante usada pode resultar em negociação por preços mais baixos sob a alegação de imperfeições na estrutura.

Custos x Prazo de utilização

O custo dos sistemas metálicos em função do prazo de utilização ainda é o maior complicador para a sua escolha. Mais duráveis que materiais concorrentes, as fôrmas metálicas suportam entre 40 e 60 reutilizações, enquanto a madeira, se bem conservada, atinge 25 ciclos de concretagem. Logo, a conta ideal para viabilizar os sistemas metálicos - especialmente escoramentos - deve representar um equilíbrio entre prazo e custo ou extrapolar um desses fatores, conta o projetista de fôrmas Nilton Nazar, que afirma ser frequentemente viável lançar mão de cimbramento metálico em andares atípicos e nas periferias das edificações. Nesses casos, um projeto bem elaborado e um cronograma acertado permitem locar, concretar, desenformar e devolver os equipamentos em poucos dias. A conta correta envolve desembolso, produtividade, qualidade do acabamento, estabilidade dimensional, versatilidade e eventuais incrementos na produtividade que permitam reduzir mão de obra.

Norma técnica

NBR 15696:2009 - Fôrmas e Escoramentos para Estrutura de Concreto - Projeto, Dimensionamento e Procedimentos Executivos (válida desde maio de 2009).

Fonte:

Portal do Cibramento

 

Publicado em: 30/10/2013